O mestre tibetano Chogyam Trungpa define meditação como sendo um exercício de atenção plena e de consciência panorâmica, ou seja, na meditação você procura estar plenamente consciente e presente em cada momento vivido, sentindo corpo e ambiente onde está, sem se perder nos pensamentos.
É uma prática espiritual entendendo espiritualidade aqui, como a conexão do ser humano consigo mesmo e com planos superiores que podemos chamar de Divino ou outro nome que queira. Esta prática por sua natureza, estimula a atenção e a consciência do instante presente, conseqüentemente produzindo um estado mental mais estável e tranqüilo, o que é de grande importância principalmente nos dias atribulados de hoje.
A atenção plena não é somente aplicada em momentos de contemplação, mas também, em momentos de ação, como na dança, pintura e até mesmo lavando pratos. São formas tão válidas quanto a clássica e conhecida meditação contemplativa que vemos os monges praticando sentados, pois a essência de todas é a mesma, a atenção plena no aqui e agora.
O Chanoyu, a cerimônia do chá chinesa, por exemplo, tem a natureza de um processo meditativo por conta de toda a sua ritualística detalhista e de gestos que estimula a atenção plena e a consciência do momento presente. Um simples servir de chá transforma-se em um processo bem mais amplo, um momento de meditação. Esta é a natureza da meditação.
A primeira idéia que vem a mente quando se fala de meditação é alguém sentado de olhos fechados, pernas cruzadas, mãos apoiadas no joelho e respirando pausadamente. Esta é uma forma clássica de meditação, mas não a única.
Existem varias formas de penetrarmos neste momento de introspecção que como já dito, nos leva a uma atenção plena de nosso corpo e do meio ambiente apaziguando nossa mente.
Agora, temos te ter claro que a ação não é a questão (a postura sentada, de olhos fechados, etc, etc), mas sim, a qualidade desta ação, como dizia Mohan Chandra Rajneesh conhecido popularmente como Osho, que morreu em 1990.
“Para colher os frutos da meditação, não precisamos nos isolar, mas, pelo contrário, incorporar a prática meditativa ao nosso cotidiano”, é o ensina o médico Jou El Jia, presidente da Sociedade Brasileira de Meditação Médica.
Esta é a natureza da meditação, estar atento a cada momento, o que pode parecer simples, mas requer uma mudança de postura diante da vida, afinal, aprendemos que para resolver os problemas temos que pensar neles e o resultado desta postura é que passamos horas do dia com a atenção dispersa em algo que já passou ou que irá ainda acontecer, o que gera angustia pelo o que já passou e ansiedade pelo o que virá. Nos diz Dalai Lama, “só existe um momento para ser vivido, o agora, pois o antes já passou e o que virá ainda não existe”.
Meditar é exatamente isto, concentrar-se no presente de forma plena. Ao tomar um banho, por exemplo, fique atento ao que está fazendo, sentindo a água, a esponja pelo seu corpo. Ao lavar pratos, não se disperse, se concentre na cor da esponja, na espuma, na forma dos pratos, no som da água.
O tempo gasto no transito, por exemplo, pode ser aproveitado para meditar, diz Jou El Jia, “observe cada respiração e entoe um mantra. Isto trará um grande bem estar físico e emocional”.
O monge budista Thich Nhat Hanh ensina uma técnica baseada na observação da respiração e das passadas. A cada inspiração conta-se o número de passos assim como o número de passos é contado a cada expiração. Ao inspirar veja o número de passos, foram três, então diga mentalmente “dentro, dentro, dentro”. O mesmo numero de passos foi dado na expiração? Então diga mentalmente, “fora, fora, fora”.
Meditar certamente é apaziguar coração e mente, corpo e espírito, interligar-se com o Divino. Além do que, a Ciência já pesquisa a fundo os benefícios da meditação. O psicólogo Richard Davidson da universidade de Wisconsin em experimentação recente, comprovou de forma brilhante os efeitos da meditação no que tange a reestruturação de nossa massa cinzenta. Embora as neurociencias digam que as conexões neurais do cérebro estabeleçam-se na infancia e assim se mantêm durante toda a vida, os testes de Davidson comprovaram que a estrutura de nossa massa cinzenta pode ser alterada
através de treinamento em um processo que podemos chamar de plasticidade cerebral. Ou seja, Davidson queria provar que através de atividades puramente mentais poderia-se modificar o cérebro.
A maior atividade do córtex frontal esquerdo produz mais serenidade e cria uma maior capacidade de superar emoções negativas, ou seja, uma possibilidade maior de felicidade. Davidson reuniu um grupo de monges budistas com milhares de horas de meditação e descobriu que o córtex frontal esquerdo destes tinham uma atividade muito maior do que o grupo de pessoas que nunca havia feito meditação.
Claro que choveram críticas dos cientistas dizendo que estes monges poderiam já ter propensão a este tipo de elaboração cerebral. Foi dai que Davidson reuniu um grupo de 150 trabalhadores de uma empresa e deu a eles treinamento durante alguns meses de meditação.
De acordo com as medições do eletroencefalograma , a atividade do lobo frontal daqueles que participaram do treinamento deslocou-se da direita para a esquerda. Isto refletiu no seu bem estar constante no relato dos participantes como diminuição de medos e um estado de espírito mais positivo. Os que não tiveram treinamento não tiveram nenhuma alteração.
Ou seja, meditar é fundamental para o bem estar da alma e isto não é só dito pelos antigos monges mas hoje também pela ciência.
Fernando Martins
Terapias Holísticas
Cromoterapia
A Cromoterapia está inserida no grupo das Terapias Vibracionais, pois emprega o uso das cores para alterar ou manter as vibrações do corpo na freqüência que resulta em saúde, bem estar e harmonia.
O trabalho do Terapeuta que utiliza a Cromoterapia deve ser aliado ao trabalho de busca do autoconhecimento por parte do cliente, visto que importante é cuidar do corpo, mas também, dos sentimentos e pensamento, a níveis que possibilitem desenvolver potencialidades, conseqüentemente, qualidade de vida e bem estar.
Curiosidades
A formação dos Cristais
Os minerais podem ser formados de várias maneiras:
Minerais magmáticos: originários do magma e de gases ígneos do interior da Terra, ou de correntes de lava vulcânica que alcançam a superfície terrestre. Ex: Quartzo.
Minerais sedimentários: originários da cristalização de soluções aquosas ou crescem com o auxílio de organismos sobre ou perto da superfície terrestre. Ex: Calcita.
Minerais metamórficos: originários da recristalização de minerais já existentes, sob grande pressão ou temperatura, nas regiões mais inferiores da crosta terrestre. Ex: Granada.
Ninguém sabe realmente o tempo que os cristais levam para se formar. Alguns falam em milhares de anos, outros dizem que com elementos certos, os cristais podem se desenvolver num instante.
Dicas de qualidade de vida
Você sabia que a canela é indicada para redução do nível de açúcar no sangue?
Fernando Martins – CRT 37.039 – Terapeuta holístico
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