
Autor: Aluizio Sardenberg
Pensamentos sem jeito,
Labirinto de andanças.
Tento espionar teu peito
Mapear tuas esperanças
Teu cheiro traz mudanças
E bagunça minhas lembranças.
Trocando olhares e beijos,
Você enxerga o que eu vejo?
Nós andamos diferente,
Mas a trilha é igual.
Sinuosa, mas em frente!
Venturosa até o final.
Carro a toda na estrada.
Então vale a consciência.
O farol, igual à experiência:
Só ilumina coisa passada!



Egos enferrujados
Egos enferrujados
Fluxos da esperança
Emigram das saudades
Ressuscitando da distância
Nirvanas do prazer
Alforriado o platônico amor
Desenha no tempo
As utopias das vaidades
Fluxos da esperança
Emigram das saudades
Ressuscitando da distância
Nirvanas do prazer
Alforriado o platônico amor
Desenha no tempo
As utopias das idades
Egos enferrujados
Fluxos da esperança
Emigram das saudades
Ressuscitando da distância
Nirvanas do prazer
Alforriado o platônico amor
Desenha no tempo
As utopias das vaidades
SUSSURROS
No silêncio da natureza,
Interage com doçura
O diálogo mudo
Do mistério da brandura
Na permuta da percepção
A aprendizagem aflora
Reconhecendo o coração
Emoções adormecidas
Sensibilizam os olhares
Nas imagens contidas
Constroem os avatares
Sopros da juventude
Nos tempos da boemia
As fadigas eram sadias
Não pensávamos na idade
Nem na vaidade
Impelidos aos devaneios
Enlevados,o tempo parava
A flor sempre retornava
Pelas recordações da juventude
Nossos corações eram plenitude
De felicidade e emoções
Vivificando as recordações