Somente no último trimestre do ano a folha de pagamento recuou 2,5%, reflexo de um tombo de 20% na produção no mesmo período, a maior queda desde 2001. Os números refletem a desaceleração forte da atividade industrial no quarto trimestre com a tamanha queda na produção, segundo a pesquisa do IBGE. No Estado do Rio a queda em dezembro foi 0,7% frente a novembro.
A folha de pagamento real, nos três últimos meses encolheu 3,6% no seu valor. Este impacto reduziu o crescimento de produção que vinha subindo ao longo do ano, baixando a perspectiva que era de 6% de crescimento.
Os setores que lideraram o crescimento da produção e do emprego até setembro, foram transportes, máquinas e equipamentos e material de comunicação, os quais diminuíram muito a contratação no fim do ano. Já os setores de vestuário, calçados, artigos de couro e madeira tiveram uma queda média de mais de 10%.
O efeito das férias coletivas e das paradas não programadas pode ser visto no número de horas pagas. A queda foi 1,7% em dezembro Isso preocupa os economistas que alegam que se estão usando o banco de horas, as dispensas estão por vir.
Novas medidas por parte do governo estão sendo esperadas, principalmente no aperto aos bancos no intuito da redução dos juros cobrados às industrias e aos consumidores, estimulando o consumo.
William Louzada
Empresário


